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Alcione ocupa o Centro Histórico de SP: Museu das Favelas celebra 50 anos de carreira da artista em exposição que une música e identidade brasileira

Com acervo de mais de 650 itens, a mostra ‘Com Amor, Alcione’ é um manifesto sobre a construção da identidade brasileira através do legado monumental de uma de suas maiores artistas

09/07/2026 às 12h27 Atualizada em 09/07/2026 às 12h33
Por: Redação Fonte: Museu das Favelas e Centro Cultural Vale Maranhão
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Luan Batista
Luan Batista

São Paulo, 10 de Julho de 2026 — O Museu das Favelas, instituição do Estado de São Paulo, sob gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (idg), anuncia a chegada da exposição ‘Com Amor, Alcione’. Idealizada e produzida pelo Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), onde foi sucesso absoluto de crítica e público, a mostra ganha sua primeira itinerância e desembarca na capital paulista no dia 10 de julho, reafirmando o Museu das Favelas como um importante polo de memória e celebração da cultura negra e periférica no Brasil. Mais que uma retrospectiva de cinco décadas de carreira, a exposição é um manifesto sobre a construção da identidade brasileira através do legado monumental de uma de suas maiores artistas. 

Para Alcione, a chegada da exposição ao Museu das Favelas representa um reencontro com o público paulista e uma oportunidade de compartilhar sua trajetória em um espaço dedicado à valorização da cultura e da memória brasileira. “É uma honra ter a minha vida e obra ocupando o Museu das Favelas. O nome, por si só, já revela a grandiosidade dessa instituição, que estou ansiosa para conhecer. Espero que o público goste e venha conhecer a história desta Marrom aqui, que tem uma gratidão imensa pelo povo de São Paulo. Nos vemos em breve”, declara a cantora.

A mostra, que reúne mais de 650 itens do acervo pessoal de Alcione — entre fotografias raras, vídeos, prêmios, figurinos e objetos marcantes — convida o público a percorrer momentos da trajetória artística e biográfica da cantora, percorrendo temas como família, fé, carnaval, migração e identidades negra e nordestina, evidenciando como a trajetória de Alcione dialoga com experiências coletivas e processos históricos que constituem a cultura brasileira. A narrativa ganha densidade com o olhar crítico e literário de expoentes da cultura brasileira como Nei Lopes, Leonardo Bruno, entre outros.

Da esquerda para direita: Jairo Malta (curador), Mariana Rolim (Coordenadora UPPH Secretaria de Cultura do Estado de SP), Natália Cunha (diretora Museu das Favelas), Marília Marton (Secretária de Cultura do Estado de São Paulo), Preto Zezé (CUFA), Ricardo Piquet (Diretor Geral do idg) e Alcione
Da esquerda para direita: Jairo Malta (curador), Mariana Rolim (Coordenadora UPPH Secretaria de Cultura do Estado de SP), Natália Cunha (diretora Museu das Favelas), Marília Marton (Secretária de Cultura do Estado de São Paulo), Preto Zezé (CUFA), Ricardo Piquet (Diretor Geral do idg) e Alcione

 

"A chegada da exposição ‘Com Amor, Alcione’ ao Museu das Favelas é um marco que reforça o compromisso do Estado em descentralizar e valorizar as potências culturais que moldam a identidade brasileira. Alcione é um símbolo de talento e conexão entre territórios. Trazer essa mostra para São Paulo reafirma o museu como um espaço vivo de celebração, inclusão e salvaguarda da nossa memória popular”, afirma Marília Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.

De acordo com Natália Cunha, diretora do Museu das Favelas, a chegada da exposição reforça o compromisso da instituição com a valorização de narrativas fundamentais para a compreensão da identidade brasileira: "Receber 'Com Amor, Alcione' no Museu das Favelas é reconhecer uma artista cuja trajetória ajuda a compreender a formação cultural do Brasil. Ao longo de mais de cinco décadas, Alcione construiu uma obra marcada por encontros entre territórios, memórias e identidades que dialogam diretamente com as histórias que preservamos e compartilhamos aqui. Esta exposição reafirma o Museu das Favelas como um espaço de celebração e valorização de legados fundamentais para a construção da nossa memória coletiva” afirma a diretora

Com um novo módulo expositivo, concebido exclusivamente para o Museu das Favelas, a exposição traz a Alcione como um tributo às pessoas migrantes, destacando seu papel nas transformações sociais, culturais e urbanas da cidade de São Paulo. A curadoria, assinada por Deyla Rabelo, Gabriel Gutierrez e Luciana Gondim, com curadoria institucional de Jairo Malta, estabelece identidades negras e nordestinas como eixo central de consagração e reconhecimento expressados na mostra.

“Fazer a ponte São Paulo–Maranhão é quebrar mais uma barreira histórica do isolamento do Norte e Nordeste do país. Alcione fez isso quando migrou para o Sudeste e transformou a cultura nacional. Esperamos que essa itinerância dedicada à artista amplie a percepção dos visitantes sobre a construção da cultura brasileira, reconhecendo sempre a contribuição do pensamento popular, principalmente afro-indígena, nesse percurso. A exposição é um grande viva a todos que, como Alcione, inventaram e continuam inventando nosso país a partir das margens”, afirma Gabriel Gutierrez, diretor do Centro Cultural Vale Maranhão e curador da exposição “Com Amor, Alcione”.

Mais do que celebrar uma das maiores artistas do país, a exposição evidencia a importância dos espaços culturais na preservação e difusão de histórias que ajudam a compreender o Brasil em toda a sua diversidade. 

Para Ricardo Piquet, diretor-geral do idg, a mostra evidencia o papel dos museus na preservação e difusão de narrativas fundamentais para a compreensão da identidade brasileira. "Receber a exposição no Museu das Favelas é afirmar a potência das instituições culturais como espaços de reconhecimento, memória e construção simbólica. A trajetória de Alcione atravessa música, território, ancestralidade, carnaval, fé e pertencimento, compondo uma leitura profunda sobre o Brasil. Para o idg, que tem atuado na consolidação de museus conectados aos desafios e às identidades do nosso tempo, esta exposição amplia o lugar das narrativas negras, nordestinas e periféricas na compreensão da nossa identidade coletiva." 

Serviço:
Exposição: ‘Com Amor, Alcione’
Abertura:  10 de julho de 2026
Em cartaz até: 06 de dezembro de 2026
Local: Museu das Favelas
Endereço: Largo Páteo do Colégio, 148, Centro Histórico de São Paulo - SP
Visitação: Terça a domingo, das 10h às 17h (permanência até as 18h)
Entrada: Gratuita
Ingressos: Disponíveis para retirada antecipada via Sympla ou diretamente na recepção do Museu (sujeito à lotação)
Importante: O horário de visitação poderá ser ajustado devido aos jogos da Copa do Mundo. Consultar no site.

SOBRE O MUSEU DAS FAVELAS
O Museu das Favelas é uma instituição do Estado de São Paulo, gerida pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (idg). Possui a missão de conectar e garantir o protagonismo das múltiplas favelas brasileiras, preservando suas memórias e potencializando suas produções culturais por meio de exposições, programações, ações educativas, pesquisa e difusão de informação.

Através de sua relevância cultural, o Museu das Favelas recebeu o Selo de Igualdade Racial 2025, que destaca iniciativas que promovem a equidade racial e a diversidade no mercado de trabalho. Também foi premiado pela APCA 2024, na categoria Música Popular – Projetos Especiais, com a exposição ‘Racionais MC’s: O Quinto Elemento’, reconhecido também como a Melhor Atração Turística no 4º Prêmio do Afroturismo - Guia Negro, em 2026. 

Na temporada de 2026, por meio da Lei de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet, o Museu tem a Meta como mantenedora, patrocínio do Mercado Livre, apoio da EY e EATON, cooperação da Unesco e parceria institucional da CUFA – Central Única das Favelas.

Localizado no Largo Páteo do Colégio, nº 148, o Museu das Favelas possui entrada gratuita, funcionando de terça-feira a domingo, das 10h às 17h. Saiba mais em: museudasfavelas.org.br.

 

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